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Dia Internacional do Café

Antes do primeiro gole, muita coisa já aconteceu. Você viu a embalagem, percebeu as cores, leu o nome, talvez tenha descoberto de onde aquele café veio, observado a descrição dos aromas ou entrado no site para conhecer melhor a marca. Quando finalmente prepara a bebida, já existe uma expectativa criada.

É justamente por isso, que o café é um ótimo exemplo para falar sobre experiência de marca. No dia 1º de outubro, quando celebramos o “Dia Internacional do Café“, vale olhar para esse produto tão presente na nossa rotina por outro ângulo: o que faz algumas marcas parecerem especiais antes mesmo de experimentarmos o que elas vendem?

A resposta não está apenas no design, no site ou no produto isoladamente, mas está na forma como todos esses pontos se conectam.

A experiência começa antes do produto

No universo dos cafés especiais isso fica muito evidente, um excelente café pode ter origem selecionada, torra cuidadosa e características sensoriais únicas, mas o consumidor não tem acesso imediato a tudo isso. Antes de provar, ele precisa interpretar sinais.

Uma embalagem bem construída ajuda a comunicar qualidade, a escolha do papel, das cores, da tipografia e das informações cria uma primeira impressão sobre aquilo que está dentro dela. O nome dos produtos, a fotografia e até a maneira de explicar a origem dos grãos também colaboram para construir essa percepção.

O design não substitui a qualidade do café, ele ajuda a tornar essa qualidade perceptível antes da experiência de consumo. E isso, vale para praticamente qualquer negócio!

Seu produto pode ser excelente, seu serviço pode resolver um problema real, mas a pergunta é: a comunicação consegue demonstrar esse valor?

A embalagem faz uma promessa, o restante da marca precisa cumpri-la.

Imagine encontrar um café com uma embalagem sofisticada em uma loja. Você se interessa, procura a marca na internet e encontra um site confuso, imagens pouco cuidadas e dificuldade para entender onde comprar. A experiência se quebra.

O contrário também acontece, uma marca pode ter um site impecável e uma presença digital muito bem construída, mas entregar o produto em uma embalagem que parece não pertencer à mesma empresa. É por isso, que uma marca não deveria ser pensada em partes isoladas.

Identidade visual, embalagem, site, e-commerce, redes sociais, fotografia, atendimento e produto precisam conversar entre si. Não significa que tudo precise ser visualmente igual. Significa que os diferentes pontos de contato precisam transmitir uma percepção coerente.

Quando isso acontece, o consumidor não precisa reconstruir a marca a cada encontro com ela, ele começa a reconhecê-la.

No digital, a experiência continua

Ao longo dos anos, aqui na Positiva já tivemos a oportunidade de trabalhar em diferentes projetos ligados ao mercado de cafés especiais, passando por frentes como desenvolvimento de sites, e-commerce, embalagens e organização da presença digital. E uma coisa fica muito clara nesse segmento: vender café pela internet exige traduzir algo bastante sensorial para uma tela.

Não é possível sentir o aroma ou provar a bebida antes da compra, então outras informações ganham importância. Origem, torra, notas sensoriais, método recomendado, intensidade e história do produtor ajudam o consumidor a entender o que está escolhendo. A fotografia aproxima, a navegação facilita a descoberta e a descrição reduz dúvidas.

Um bom e-commerce não deveria simplesmente colocar produtos em uma vitrine digital, ele precisa ajudar o cliente a escolher. Essa é outra lição que o café pode ensinar para qualquer empresa: presença digital não é apenas estar na internet, é pensar em como alguém conhece, entende e se relaciona com a sua marca nesse ambiente.

E quando a marca vira experiência?

O café ainda tem uma característica particularmente interessante: ele envolve um ritual. Abrir a embalagem, sentir o aroma, preparar a bebida e parar alguns minutos para consumi-la tornam a experiência diferente de muitos outros produtos.

Drip Coffee

Foi justamente essa característica que já exploramos por aqui de outra maneira: utilizando o drip coffee como brinde. Para quem não conhece, o drip coffee é uma embalagem individual de café com um pequeno filtro que se encaixa diretamente na xícara. Basta abrir, posicionar, adicionar água quente e preparar o café.

O interessante, do ponto de vista de marca, não está apenas em entregar um sachê personalizado, está em criar uma experiência.

A pessoa abre a embalagem, prepara o café, sente o aroma e dedica alguns minutos àquele momento. A marca deixa de estar simplesmente impressa em um objeto e passa a participar de uma pequena experiência no cotidiano de quem recebeu o presente. E isso, nos leva a uma questão importante sobre brindes corporativos.

Nem sempre o melhor brinde é aquele que carrega o logotipo por mais tempo, às vezes, é aquele que consegue fazer alguém lembrar da marca de uma maneira positiva.

O café pode acabar, a lembrança da marca, não.

Uma boa experiência de marca é construída pela soma de detalhes,alguns são visuais, 0utros são funcionais. Alguns acontecem antes da compra, outros durante ou depois dela.

O café nos ajuda a perceber isso com facilidade porque existe uma sequência muito clara entre expectativa e experiência: vemos, escolhemos, preparamos e experimentamos. Mas a lógica vale para empresas de praticamente qualquer segmento.

Uma indústria, uma escola, uma empresa de serviços ou uma loja também possuem diferentes pontos de contato com seus públicos. Site, proposta comercial, embalagem, atendimento, redes sociais e pós-venda estão continuamente dizendo alguma coisa sobre aquela marca. A questão é saber se todos estão dizendo a mesma coisa.

Neste Dia do Café, fica uma provocação:

Antes mesmo de alguém experimentar o que sua empresa entrega, o que a sua marca já fez essa pessoa sentir?

Porque construir uma marca não é apenas ser reconhecido, é criar uma experiência que faça sentido do primeiro contato até depois da última xícara.

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